Os sonhos tem aparecido demais em minha vida. Pouco sei sobre como interpretar os significados mas, aos poucos, vou percebendo que eles querem contar-me algo.
E sigo assim: sonhando acordado.
Uma boa semana a todos.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Mais que a verdade...
"O público de hoje se tornou mais dispersivo, mal-educado e impaciente, quase incapaz de se sentar numa poltrona sem um balde de pipoca no colo. O cinema para esse público é mais uma entre dezenas de opções para a diversão das horas livres; não é mais um modo de encontrar uma representação na tela, oui de entender o que se passa no mundo, conhecer outras épocas e culturas. O que ser quer, na maioria das vezes, é a diversão acéfala. Daí o sucesso de inúmeros filmes que não exigem muito da capacidade de raciocínio do espectador".
Sérgio Alpendre. Revista Plano B de primavera.
domingo, 15 de novembro de 2009
A Semana
Caros leitores,
esta semana promete ser terrivelmente corrida e pretendo ser terrivelmente criativo.
Abraço.
esta semana promete ser terrivelmente corrida e pretendo ser terrivelmente criativo.
Abraço.
A questão da venda do campo da Vila “A”
por Nilton Bobato
Nos bastidores do meio político local e entre os moradores da Vila A repercute a proposta do executivo para desafetar o campo de futebol localizado na Avenida Silvio Américo Sasdeli e o suposto interesse de uma grande rede de supermercados em adquiri-lo. Para resolver a questão ambiental, o executivo ofertou ao IAP como substituição pela reserva ambiental uma área localizada próximo a Unioeste e para a comunidade da Vila A, a possibilidade de construir um outro campo de futebol na Avenida 1, próximo a Aresfi, reformar os campos do Xororó e com os recursos oriundos da venda, construir o Centro de Convivência da região da KLP.
O Governo Municipal alega a necessidade de caixa para se desfazer da área localizada em região extremamente valorizada do ponto de vista imobiliário e em reunião com os vereadores que apóiam o governo, informou que o pacote inclui outros três terrenos, um no Morumbi, um na região de Três Lagoas e o posto Touring, também na Vila A.Numa primeira análise, nos colocamos contra a venda do campo de futebol, a favor da venda do posto Touring e vamos avaliar as outras duas áreas. Estou consultando especialistas, a comunidade e fazendo o debate com o Poder Executivo.
POR QUE ME POSICIONAR CONTRÁRIO À VENDA DO CAMPO DE FUTEBOL E A FAVOR DA VENDA DO TERRENO ONDE ESTÁ CONSTRUÍDO UM POSTO DE GASOLINA?
Vamos resolver primeiro a questão do posto de gasolina, que aparentemente não apresenta contradições. Aquele terreno não tem utilidade para o Município, pois já estava instalado um estabelecimento comercial privado sobre o terreno antes do mesmo ser propriedade municipal. Para o Município planejar qualquer ação pretendendo utilizar o terreno, é necessário primeiro desmobilizar o posto de gasolina e isso causaria mais problemas que soluções e não está entre as atividades do governo municipal arrecadar recursos com aluguéis de terreno, exceto para preservar o interesse público. Portanto, nos parece que a melhor solução é mesmo vender o terreno do Posto de Gasolina.Já o campo de futebol vai exatamente na direção contrária. Manter aquela área deve ser visto como questão estratégica para o desenvolvimento daquela região.
Mas antes de aprofundar o tema, é preciso esclarecer o oportunismo político de alguns, que transformam tudo numa batalha entre o bem e o mal.
O que está em jogo ali não é a utilização do campo de futebol pela comunidade da Vila A e nem a questão ambiental. Há muito tempo aquela comunidade não utiliza o campo de futebol, que é alugado para escolinhas ou para a Liga. E mesmo assim, se este for o problema, o Município oferta a construção de um outro campo em outro local no bairro. Algumas lideranças políticas que defendem este ponto de vista podem apenas dificultar a venda do terreno, valorizar o voto e não impedi-la, fazer o caso se transformar em bandeira política.
Entendo que não cabe contrapartida neste caso. A venda do terreno possibilitando que uma rede de supermercados arremate a área, seja por qual preço for, maior ou menor, por si só, causaria um desarranjo nas relações comerciais daquela região, que se notabilizou pela constituição de pequenas e médias empresas comerciais, que lá se estabeleceram e constituíram clientela. A construção de um grande supermercado causará um novo tipo de concorrência que aquelas pequenas e médias empresas podem não estar preparadas para tal. Os empregos de um, talvez não substituam o desemprego que poderá ser gerado por outros, sem falar na concentração de renda.Alegarão os defensores da tese da venda que no sistema capitalista é assim mesmo, quem não estiver preparado para a concorrência que não se estabeleça. Tudo bem, desde que o incentivo para um gigante concorrer com os pequenos não seja feito pelo poder público. Que as regras do mercado se estabeleçam e se organizem por conta própria, de preferência em áreas privadas.
No entanto o maior problema para o Município se desfazer daquela área está na questão do desenvolvimento local. A região da Vila A é uma das que mais cresce no Município. O campo de futebol está localizado numa área estratégica, central, daquela região, com uma estrutura viária privilegiada. Manter aquela área pública é permitir, no planejamento futuro da região, estabelecer ali equipamentos públicos importantes.Antes de decidir pela venda de um terreno estratégico, temos de entender como se desenvolverá a região, se num futuro próximo o Município não necessitará de uma área com localização privilegiada para benefício da população local.
É isso que quero debater. Até ter resposta para todas estas questões, manterei minha posição contrária a venda do terreno e atuarei no sentido de convencer o governo municipal a desistir da proposta.
Nilton Bobato é vereador e Presidente do PCdoB de Foz do Iguaçu.
Tijolinho
A alegria pode se esconder numa bolha de sabão, num cata-vento ou mesmo em um tijolinho onde, ao subir, pode-se ver o mundo, ou mesmo, visitar um olhar.
sábado, 14 de novembro de 2009
Empresa Pública
Não seria a hora de termos uma empresa pública operando um dos lotes do transporte coletivo da cidade?
Gramadão da Vila A
Lembro-me da infância feliz que tive na Vila A. Morava perto do HI (atual Costa Cavalcante) e, como não havia tantos assaltos naquela época, eu e meus amigos nos aventurávamos por toda o bairro, desbravando os bosques, as matas, os riachos, os parquinhos, as ruas “sem saídas” e, é claro, o gramadão, onde jogávamos futebol, empinávamos pipa, descíamos o desnível com papelão ou bicicleta. À noite, organizávamos encontros, líamos histórias de terror e montávamos pequenas peças de teatro. Bons tempos aqueles. Devo muito de minha formação pessoal a este período.
Passei alguns anos londe de Foz. Quando decidi voltar a morar aqui, logo fiquei sabendo da reforma do Gramadão e uma ansiedade tomou-me conta. Já do avião, tentei visualizar o espaço e, logo que desembarquei, corri para lá. Gostei muito do que vi. Uma área adaptada ao uso público e, o melhor, sendo amplamente utilizado pela população. Vi, nos dias de calor, centenas de pessoas ali: caminhando, jogando bola e levando os filhos (e namorados e namoradas) para passear. Tanto pela manhã, quanto pelo final da tarde. Acredito termos ali uma ação urbana correta e de valorização do ser humano e de sua qualidade de vida.
Agora é rotina em minha vida visitar o Gramadão. Gosto muito da Vila A, até gostaria de voltar a morar por lá. Só que, nas últimas visitas, tenho ficado triste com o que vejo por lá. Não irei falar aqui das casas de “dois pisos” que existem por lá, descaracterizando o bairro, ou da explosão demográfica e comercial de algumas avenidas. Falarei especificamento do Gramadão.
O que era para ser um espaço familiar virou um verdadeiro ponto de encontro de imbecís. Calma leitor, irei explicar a afirmação. Imbecíl, neste caso, seria aquele cidadão que vai a um local de convivência pública e domina a área, o visual e os ouvidos das pessoas, parando seus carros imbecilmente equipados em contra-mão (ou em fila dupla) e ligando músicas diversas, em volumes absurdos. Inclusives alguns competem entre sim, atormentando a vida da grande maioria dos usuários do espaço.
Outro fato interessante (e triste) é a presença de alguns ambulantes no local (não todos, fique claro), principalmente os vendedores de bebidas alcóolicas. No pequeno período que observei (domingo passado) diversos adolescentes compraram “caipirinhas”, “capetas” e tequilas. A venda é indiscriminada, não fiscalizada e os vendedores provavelmente não tem o curso de Higiene Alimentar, exigido para todos os ambulantes que vendem alimentos e bebidas. Apesar da Polícia Militar estar presente, pouco faz para inibir as irregularidades.
Nossa cidade necessita de espaços públicos familiares, lúdicos e saudáveis, para atender a sua população. Estes espaços melhoram a qualidade de vida, contribuem para a saúde pública e dão cidadania às pessoas. Controlar a presença de ilegalidades e excessos nesses locais é, ao mesmo tempo, atrair mais famílias, mais namorados e namoradas e mais cidadãos de verdade.
* Luiz Henrique Dias é escritor, estudante de Arquitetura e Urbanismo e comunista (convicto). Ele arranjou briga um dia desses porque parou em um sinal e, ensurdecido com a música irritante que o motorista ao lado ouvia em som altíssimo, fechou o vidro do carro e, com isso, despertou a ira do imbecíl. O Luiz não entendeu que o rapaz gastou muito dinheiro para colocar o som no carro e precisa, agora, que todos ouçam a música.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Sarau Quase Lotado
O Sarau da Miró já recebeu 17 inscrições. São apenas 30 vagas.
Depois, só lista de espera e sorte, muita sorte.
Luiz.
Depois, só lista de espera e sorte, muita sorte.
Luiz.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Miró - Coletivo de Cultura
O Coletivo Miró surgiu com a proposta de produzir teatro e literatura de qualidade em Foz do Iguaçu e em cidades onde seus membros atuam. Dentre os primeiros projetos que o coletivo esteve envolvido desde de sua criação (agosto de 2009) se destacam a participação na assessoria de comunicação das atividades do Ano da França no Brasil - Circuito Trinacional, no apoio operacional do Festival de Teatro e Mostra Nacional de Teatro de Foz do Iguaçu, no auxílio técnico para a Conferência Municipal de Cultura e na promoção e organização os diversos Sarais Literários na cidade.

Atualmente a coordenação da Miró fica a cargo do escritor e ator Luiz Henrique Dias e da jornalista Mariana Serafini, além de diversos parceiros atuando em diversas áreas da produção e execução cultural.
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